
Com fenômenos de TEMPO SEVERO ocorridos ontem e previstos para hoje e próximos dias, é constrangedor observar quase todos os radares meteorológicos ligados ao REDEMET inoperantes ou sem gerar dados ao público.
Parece que a única exceção é o radar que cobre a região do Rio de Janeiro.
Analisando os orçamentos para a aviação nos últimos anos, o que se vê é que o governo não priorizou a aviação, nem mesmo para a segurança. Observando a aplicação dos recursos do FNAC, por exemplo, cuja arrecadação vem de outorgas aeroportuárias e taxas de embarque é mantida sob retenção fiscal para compensar gastos do Governo Federal em outras rubricas. Até as provas para pilotos e comissários, aplicadas pela ANAC, foram recentemente suspensas por algumas semanas.
Isso tudo apesar de auditorias da CGU que apontam que o represamento dos recursos foi fator de risco à segurança no caso do Caos Aéreo, sendo agravado por falta de governança e de transparência na alocação dos valores não contingenciados. Os recursos do DECEA permanecem sob uma caixa preta de difícil entendimento.
Enquanto isso, a comunidade aeronáutica permanece sem informações meteorológicas adequadas no REDEMET, nossa fonte principal.
